![]() Lajedo de Soledade. O Lajedo de Soledade, um dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil, está localizado na região Oeste do Rio Grande do Norte, no município de Apodi, a 12 km do centro da cidade. O município tem cerca de 33 mil habitantes e fica a 420 km de Natal e a 76 km de Mossoró, a segunda maior cidade do Estado. Localizado numa área de um quilômetro quadrado de rocha calcária, do período paleolítico, o Lajedo de Soledade quase foi destruído pelos produtores de cal da região. Mas a intervenção de geólogos da Petrobras e dos próprios moradores do distrito do Lajedo, no início da década de 90, acabou salvando este sítio. No lajedo, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
encontraram fósseis de animais pré-histórico, como o bicho-preguiça e
tatus gigantes, mastodontes e tigres-de-dente-desabre que viviam no
Nordeste no período Glacial, além de pinturas rupestres. A área do lajedo está situado a menos de 300 metros da vila de casas dos
moradores desse distrito, que fica a 6 km da margem direita da BR-405,
que liga Mossoró a Apodi. O acesso é por estrada asfaltada até o
distrito. | Lajedo de Soledade
O sítio arqueológico é localizado em Soledade, distrito de Apodi, no Rio Grande do Norte, a 80 quilômetros de Mossoró. Como chegar: A melhor opção é partir de Mossoró pela BR-405 em direção a Apodi. De Mossoró são 73 quilômetros até a entrada para Soledade e de lá mais sete quilômetros até o Lajedo. Funcionamento As visitas ao Lajedo de Soledade podem ser feitas de terça a domingo, das 8 às 17 horas, sempre com acompanhamento de guia da Fundação dos Amigos do Lajedo de Soledade (Fals), entidade que mantém o local. Taxa de visita Cada grupo (de no máximo 15 pessoas) paga R$ 20,00 ao guia, mais a taxa de manutenção que fica R$ 2,00 por pessoa. Parcerias em busca da preservação Em 1978, a historiadora e ambientalista apodiense, Maria Auxiliadora da Silva Maia, conhecida por Dodora, iniciou uma luta solitária pela preservação das pinturas rupestres. Mas, seu trabalho só veio ter reconhecimento 13 anos depois (1991), quando a Petrobras, através de Geraldo Gusso (Peninha), tomou conhecimento do Lajedo e ´ouviu falar´ da luta solitária de Dodora. Após reunirem um grupo de ambientalistas em Natal, entre os quais o geólogo Eduardo Bagnoli e o espeleólogo David Hasset, foi feita uma campanha de salvamento das áreas, tendo a Petrobrás apoiado a luta, financiado a construção do Museu de Arqueologia e a delimitação e cercamento das áreas com pinturas rupestres. Posteriormente, a Petrobras investiu na construção do Centro de Atividades do Lajedo, onde os artesãos trabalham com cerâmica, palha e bordado. Da parceria entre a Petrobras e os membros da comunidade e cientistas de universidades nordestinas nasceu a Fundação Amigos do Lajedo de Soledade (Fals). Todo o trabalho do sítio arqueológico e do Museu do Lajedo de Soledade, inaugurado em 1993, é administrado pela Fals, presidida por Dodora. No lajedo encontram-se 53 painéis distribuídos em três áreas: Araras, Urubu e Olho D´Água. Na Ravina das Araras encontram-se duas áreas que foram denominadas como Ravina Da Dodora e Ravina Do Peninha em homenagem a essas primeiras pessoas que lutaram pela preservação do sítio arqueológico. No Centro de Atividades do Lajedo, que funciona no distrito de Soledade, defronte ao museu, são oferecidos cursos de produção de peças de artesanato e de capacitação em vendas dos produtos fabricados pelos artesãos locais. Muitos das peças produzidas levam desenhos imitando as pinturas rupestres presentes nas paredes das cavernas do Lajedo. Uma forma de divulgar, ainda mais, os atrativos do lugar. |
